quinta-feira, 16 de julho de 2020

Cada canto

lendas da Amazônia a configuram
te afirmo, o corpo é um mapa nacional
com rotas sobrepostas entrelinhas

luzes das mais insinuantes a envolvem
cega como fortes faróis em meio a um breu absoluto
lembrara o brilho das noites paulistas
pisa leve e jeito manhoso
a baiana na essência, desfaço o rumo
nos lençóis, quiçá maranhenses, cobri
não que estivesse frio, mas nem esquentei
quente feito o Rio logo vi
esse balanço na cintura, suspeitei
é da gema, sucumbi
e a divindade de Natal, era ela
mesmo nascendo em fevereiro

planejada e desenhada tão bem como a capital
esbanja a prepotência do sul
e no fundo não está errada
pobre português, mal sabe que a terra descoberta
já estava para alguém destinada.

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