Segunda, dia do samba mais salgado da cidade
no fundo do pensamento, ouço serenamente o pandeiro
as pernas bambeiam e revelam ansiedade
batizado em gafieiras, torno isso corriqueiro
Minha preta, em domicílio, questiona por mim
eu, com a loira no copo, disperso de atenção
ambiente me faz antagonista do fim
o retorno à casa é guiado pelo coração
Felicidade prolifera a cada corpo presente
alguns sem a alma, esvaída ao suor diário
estão espairecendo o peso do batente
e dissipando seus futuros salários
Ao pedir a conta, cansaço se manifesta
durante a semana sobrarão resquícios
o lar, a patroa, as crianças, são motivos de festa
entre vícios de maços e litros, falsifico sorrisos.
Que lindo... não sabia que vc escrevia... parabéns! E sucesso!
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