quarta-feira, 8 de maio de 2019

Desbotado

No jardim que cultivou 
as mudas gritam de saudade 
a casa, depressiva, clama o resgate 
junto ao espelho, reflito a dignidade

Os pensamentos fogem à lucidez
orgulhoso, prometi a ti o bem estar 
faltou sensatez, sobra lamentar

Vazios, os cômodos buscam entrosamento
teto e chão discutem madrugada a fora 
os móveis não obedecem cem porcento
o relógio cansou de marcar as horas
volta

Em certas despedidas, apenas os corpos se vão 
teus costumes assombram as paredes
pintadas das cores que escolheu
egoísta, sem a maldade, não percebeu
o magro colorido presente, é teu.

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