Ciúmes daquilo que não temos
do que não podemos tocar
devaneios absurdos surgem para entontecer
do que vale o atrevimento do beijo se basta teu olhar?
sem palavras a dizer, apenas gestos para decifrar
e se o silêncio responder
saiba que quero gritar
esbravejar o singelo amor
manchar todos os muros com teu nome
ter o prazer de ouvir da tua boca
aquela honrosa frase: Que homem
morder teus lábios não mais em pensamento
e finalmente me atrever
mostrar as obras que fiz
as que procurei esconder
perder o medo do não
abandonar o receio do sim
deixar de parecer algo tão doentio
e por fim
nesse teu riacho de águas bizarras
ou apenas azuis
irei me banhar e desaguar
serei jangadeiro
mas se um dia vir a me afogar
antes de ir
boiarei em teus braços e te faço responder:
se ensinares como nadar
o que poderíamos ser?
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