quinta-feira, 11 de maio de 2017

Doce inferno

Era uma chuva de desinteresse 
numa nuvem carregada de querer 
atiçávamos ao erro e foliávamos a mentira 
mascarávamos a verdade em prol do prazer 
duas facetas maquiadas
semelhante à mulheres frequentes em festas noturnas 
tornando-se irreconhecíveis 
éramos assim, cheios de pó no rosto
sem vergonha nenhuma no mesmo 
a cada palavra trocada, era uma rasteira na fidelidade 
leigos sábios no adultério 

Errei e vivi 
como nunca tinha feito antes
certamente não na mesma proporção de errar e viver
talvez não fizesse novamente
questão para tempo, corpo e solidão
reunirem-se, decidirem e responder

Foi a primeira vez que avistei o pecado
ele atendia por nome de mulher
possuía e persuadia com pernas grossas
promovia anseios e burlava minha fantasia
que me perdoem os religiosos 
eu nunca quis o céu.

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