quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sonhos de papel

Largamente é a feição mais bela que cruzaste meu mundo 
por sinal, o mesmo exala bagunça e vive atolando-se em questões sem respostas 
ou vice-versa 
de algum jeito arrumou, como mágica fez clarear 
não é modo de dizer 
o mundo é mais limpo contigo 
sua pele o enverniza feito essas madeiras de boa qualidade 
o teu sorriso alveja as nuvens 
e ficam brancas, puras
são realmente feitas de algodão 
que tu amasiaste com teu dengo
o gramado verde floriu com teu pranto pífio 
de novelas, seriados e os longa metragens 
mas regue-o, deixe molhar 
o jardim agradece e segue viçoso, como tua alma doce 
de índole admirável permitindo o céu ensolarado
céu que descaradamente furta a cor dos teus olhos
e usa para abastecer a vaidade
colorindo a si próprio e a tudo que era desbotado nesse pedaço de chão
não dando brechas para chuvas que possam inundar meus sonhos de papel 
que são esses poemas onde te escrevo e sequer faz leitura
não compreende uma mísera letra do que digo 
talvez seja maçante ler repetidamente algo de si
mas desfrutemos da benção que Deus nos deu
um respiro seu
outro verso meu.

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