terça-feira, 20 de dezembro de 2016

a gente tá tão acostumado a não fazer nada

a sentar, levantar, andar,
deitar, dormir, pensar
lembrar, chorar, sentir
rir ou olhar.

a agir, s\em pensamentos,
adi
mentindo pra si mesmo que se fez pensar.
estagnado no conceito de que nos movimentamos.

parados no mesmo lugar, vamos sempre pro lugar que estamos.
seja lá o que sejamos. Somos, aparentemente amamos.
pior de tudo decidimos, dissemos sim ao nosso engano.

nossa razão nos deixa em prantos e não ouvimos o coração.
tá batendo como sempre, sessenta batidas por minuto.
tá tudo como tá sempre, tá tudo como me iludo.

lúcido sobre o lúdico que é viver,
é ruim perceber:
"fazemos de tudo pra ser
aquilo que nunca s/fomos"


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