Ponteiros acima do peso se arrastam para correr
reféns de relógios, sejam de pulsos ou de paredes
somos naturalmente impacientes
prematuros por vezes desde berço
afobados por respostas
ansiosos por resultados
não somos analgésicos para angústias
muito menos lenços secos em aflições próprias
submissos de convicções confusas
de uma cabeça atônita
dizem sobre paciência
de correr sem saber andar
ouço de carroças na frente dos bois
de ter calma e mirar o depois
somos nossos pacientes
e não temos a receita
diferente dos ponteiros, batimentos seguem depressa
pensamentos frágeis flutuam pela mente
tropeçando em ampulhetas, aguardamos sentenças
de um menino, tempo, que brinca com gente.
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