Entre o dia e a noite existe tudo
Entre os tempos e os espaços dos dentes
Entre mais uma vez pela mesma porta
Saia por outra e seja a mesma
Somos as histórias que contam de nós
Daquelas que lembram de mim
Do amor que não dei
Os espaços esquecidos dentro do fim
Sem tempo para intervalos
Sempre pedindo que pausem
Sem olho pro que sinto
E pedindo que me abracem
Sem gosto pro que beijo
Com desejo pelo resgate
Das caras coladas e dos peitos deitados
Das brandas risadas e os dias escassos
A falta de algo nem sempre é vazio
As facas do ego capaz de ser ninho
Os murros em pontas delatam
O que não quero quero é ficar sozinho
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