mesmo o bom malandro
sabe quando chegou a hora
de baixar a guarda, de baixar a bola
sente por dentro que não tem saída
vê menos os amigos, diminui a bebida
nunca vivenciou, mas já ouvia por aí
até ria dos outros que agiam assim
surgiu pela frente mas era invisível
pegou o malandro desprevenido
sonso, nem resistiu a voz de prisão
dias atípicos na trajetória do sujeito
de posturado à comer na palma da mão
o rei se vestiu de bobo da corte
e bobo conta pra quem quiser saber
com sorriso bobo estampado no rosto
bobo é o malandro se não ceder.
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