sábado, 1 de julho de 2017

Pra dar pra quem quiser

Passando a visão pra cego, exibo.
MOSTRO: MONSTROS? Mortos.
Moços e moças sórdidos. Católicos, prevaricando a fé.
Santificando qualquer coisa, buscando alívio nos pés.
A mil pés do chão observo, prevejo alienação.
Com a arrogância de nenhum homem, estendo as costas das mãos.
Adestrando cães fantasiados de homens. Mulheres fantasiadas de rações.
Procurando atenção nos olhos de quem nunca viu o que trago nos pulsos.
Pedindo socorro, acorrentei minha mente em insultos.
Eu xingo metade do mundo, a outra metade ignoro.
Proponho a mim mesmo a partilha de um suco de esperança pródigo.
Entenda que falo em códigos. Sórdidos são os santos da tua igreja.
Igreja do século novo, rezando com lábios na boca e imagens de nobres burguesas.
Santificadas sejam suas apostas.
Pessoas que lhe dão sempre as costas, quando o peito começa a falar.
Sentimentos quando escapam nos olhos, espantam quem não quer ouvir.
Tão nobre minha coerência quanto a de quem tu quer sempre sentir.
Entendo tua inocência, não julgo.
Preciso tomar minha decência de volta.
Enquanto tua decisão é ficar,
Bem longe das minhas respostas.

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