Por onde piso, o mundo se apavora.
Entro no banheiro, logo o chuveiro chora.
Junto da água que me escorrega,
Descem as lágrimas quase secas
Se me agacho a água da testa me rega,
Encontra as que fogem dos olhos piegas.
Se amam, se apegam, somam quando...
Entro no banheiro, logo o chuveiro chora.
Junto da água que me escorrega,
Descem as lágrimas quase secas
Se me agacho a água da testa me rega,
Encontra as que fogem dos olhos piegas.
Se amam, se apegam, somam quando...
Seco meu corpo e saio pelo corredor.
Enquanto corre, as flores sentem minha dor.
Murcham, horror, o porco se faz em eco.
Oinc, esquecem de mim com o fedor.
Enquanto corre, as flores sentem minha dor.
Murcham, horror, o porco se faz em eco.
Oinc, esquecem de mim com o fedor.
Na varanda observo as estrelas.
Olham para mim? Olho para elas?
Tão caladas e longe, preto ou azul, tanto faz para elas.
O universo intenso e disperso,
Por que tão abraçado por elas?
Olham para mim? Olho para elas?
Tão caladas e longe, preto ou azul, tanto faz para elas.
O universo intenso e disperso,
Por que tão abraçado por elas?
Cansado do céu, vou às telas.
Balelas, jogos e mazelas.
Nada de papo reto.
Sem flexibilidade em retas.
Balelas, jogos e mazelas.
Nada de papo reto.
Sem flexibilidade em retas.
Prefiro o haver do silêncio,
Não consumo dados a vera.
Caço algo pra comer
E me recuso a comer gazelas.
Não consumo dados a vera.
Caço algo pra comer
E me recuso a comer gazelas.
Onça apavora por ser bela.
Pintada por sabe se lá quem.
Sua tinta é plena fantasia esplêndida,
Desprendida das conhecidas feras.
Pintada por sabe se lá quem.
Sua tinta é plena fantasia esplêndida,
Desprendida das conhecidas feras.
Beleza interna e externa,
Prometo a prosa é singela.
Prometo a prosa é singela.
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