não
precisa
não precisa
precisa que não
se diga
sim
aflita
sim aflita
aflita que se explica
sua desorganizada solidão
e quando te aponto
os pontos já destoantes
e tontos
da sua mentira afirmação
tu ri, ignora, quase por dentro chora
enquanto fora o solstício entre dor
e conforto, desgosto, parte na aurora
pro repouso, no caminho cata-se uma flor
finalmente desabafa, se abre, me abraça
conta um pouco de quase tudo, me afasta
olha bem firme pro meu rosto, me ajeita
tira do meu cabelo alguma coisa e me fala
amo você como amava você ontem
anteontem e há um tempo atrás
mas meu amor é só decoro, enfeite
não carregue pra dentro demais
esse amor é só um pouco de mim
por dentro eu sou muito mais
tenho o amor e amor pra exibir
e não quero seu amor jamais
tortura essas inúmeras
algemas inseguras
soltas
legítimas até
defendidas mesmo impuras
mas quem diz
ser o que é
me afundo em tua ternura
pena ser o terno
ainda loucura
mais favor por amor
por pouco que seja os dias
se der um pouco
me atura
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