quarta-feira, 31 de agosto de 2016

eu não bebi

não bebi o suficiente pra dizer que te amo
nem sóbrio o bastante pra dizer que te esqueci
ao ponto que escrevo penso no teu pranto
e as noites que não dormi pensando em ti

cada riso que se mostrou em choro
dos nossos dias de namorados
aquilo nunca me foi decoro
foram os mais doídos aprendizados

minha vontade em ser agressor
mesmo que sem querer,
mas sem nenhum pudor

batia contra o conivente sentimento amor
que convivia em algum lugar
e eu não entendia sequer a cor

não te entendi o suficiente pra dizer,
que não me compreendi, o que era pertinente
já que nosso amor não se deu bem por mim,
mas tua dor fincou-se permanente

catei os cacos da nossa vodca de prazeres
e colei tudo, te prometo, nos meus dizeres
recito você, toda nossa prosa algumas vezes
pra qualquer estranho que me pergunte

quem foi teu amor por mais de meses
na ponta da língua quase digo
teu nome praticamente todas vezes

mas o que digo hoje é o seguinte
não dá pra negar o teu requinte
mas me amei por muitas vezes

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