segunda-feira, 29 de abril de 2019

Tempos de paz

Que todo peso voe para longe 
sejamos folhas de outono caindo ao chão 
de mãos dadas e teu pessimismo se esconde
de peito aberto almejamos redenção 

Amantes de improviso, buscamos fuga do roteiro
aviste o teto azulado, é céu de vitória 
mira teu calendário, há dois sóis em fevereiro 
feche os olhos e enxergue a glória

Que varramos o passado dessa casa 
e deixemos os tapetes fora disso 
que teu pássaro interior bata asa 
mas meu ninho seja o teu abrigo 

O pranto preso permita sair
bandeira branca irá se estender
somos vasos ruins, iremos cair
e não quebraremos, pude escrever.

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