terça-feira, 3 de outubro de 2017

Para alguma Maria

a boca sorria toda vez que via 
a moça passar com covardia
o peito chorava com as batidas que a bela não ouvia
não exercia sua soberania
pelo contrário, esbanjava simpatia

era a voz do amante que não saía
ao se declarar, apenas gemia
e a menina se divertia 
causava extrema euforia
ao cruzar dos olhos, distraía 

em seu corpo não havia lugar para tremenda alegria
transbordava pela guria
meu lado viril facilmente se esvaía 
quem diria que desta água beberia
o acaso e seu dom da ironia
logo eu, devoto da folia
alma noturna, corriqueiro na boêmia

a dama trazia alguma magia
sempre quando surgia
a noite nunca aparecia. 

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