segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Deserto

Beijo na orelha, nos olhos, do pescoço ao umbigo.
Riscando a língua nos ombros, na nuca, ao pé do ouvido.
Espatifando um corpo no outro.
Sem sentido, em uma só direção.
Confusão nos sentidos.
Não sabe se beija mais ou já desce a mão.
Apertos.
Nos ossos da coluna, na cintura.
Enquanto isso a mente acusa. Fuja.
Quando a mente sufoca a alma, o que fala são ações.
Destrambelhadas coerções, correção: era só falta de aperto de mão.
Pro outro ceder, cem desesperos, bota mais um no meio.
Um caleja o peito, se aprimora? A priori quer e ao futuro é cego.
Guerra de ego. Sobram lágrimas de incerto.
Decidir entre si mesmo e si próprio.
A consciência não ataca quando o corpo é ilógico.
Atingir a si mesmo de um tiro próximo.
Arma em punho sóbrio.
Matar de vez o que a si é insólito ou abraçar de vez o saudável colóquio?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário e pela leitura, somos singelamente gratos!