sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Azul

Enterro-me em cada cova que teu riso faz
venero a suavidade da tua pele
lisa como os escorridos fios de cabelo que tocam a cintura
e bailam com a naturalidade dos passos
parte do mesmo prende-se por trás da orelha
é estonteante 

Teus olhos indicam o caminho
perco-me
sempre me perco
premeditado
não pelo caminho, mas em teus olhos
olhos azuis feito céu de verão
e as beldades azuladas que o universo reúne
na vida, há beleza onde o azul toca
tu não foges à regra 
desnorteiam quem tento ser por instantes
feito uma grande ilusão de ótica
e não tenho a mínima intenção de retomar a lucidez
em teu estar viro improviso
esqueço as falas que ensaiei no apartamento
dado que sempre falta aos ensaios

Tem o controle dos batimentos
norteia os números registrados
em tua estada, elevados
em caso de ausência, similar

Como nos avantajados dias de verão
de céu azul, mar azul, de olhar azul
surge um vermelho trazido pelo o corpo tórrido
logo se expande ao meu rosto
tão quente como os sóis dessa estação
sendo assim
derreto-me feito sorvete nas mãos infantis.

3 comentários:

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