Nos arcos da Lapa desbotei
logo veio a vaga lembrança de casa
dos aluguéis que tanto atrasei
e das poeiras que se tornaram brasas
O copo sobre a mesa mostra a recaída
escondido no prostíbulo baboseiras chegam aos meus ouvidos
sobrou para elas atentar meus pecados da vida
e solto palavras sem se importar com o sentido
E o garçom cansado de servir, faz um nobre convite
diz que a rua é um bom lugar para se andar
passos tortos me distanciam da elite
e meu teto já está longe de me acoitar
Dancei valsa sob vigilância da lua
sozinho pisava em meus próprios pés
a dignidade já se encontrava nua
apenas aguardava o revés
Em um nocivo breu tudo clareou
e o que corria em meu sangue adormeceu
não sei se o astro rei raiou
ou a noite outra vez faleceu.
Quantas palavras rebuscadas!
ResponderExcluirExcelente texto!!