Um reino erguido nas orlas cariocas
mesmo tendo pernas a chamam de sereia
o corpo é uma constante ilusão de ótica
e um céu que na manhã sempre clareia
Infinitos traços desorientadores
alucinações pintam com frequência
a autêntica colecionadora de falsos amores
a falsa solução para a carência
Quando passa é um grande alvoroço
assovios e olhares surgem de todos os lugares
rapazes se fantasiam de bons moços
mas sempre voltam perdidos aos lares
Segue sendo razão de confusões
os olhos alheios clamam pelo colírio
motivo das pontadas nos corações
e todos sucumbem ao delírio.
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