Carioca é um mitológico bamba
que sai cambaleante da Mangueira
nos pés da mulata viu o samba
e babou a noite inteira
No dia seguinte, percorreu a orla
sob a ilustre brisa de Copacabana
sempre sambando na sola
suplicando para o céu: Abana! Abana!
Tomou o seu líquido diário
saudosa água que passarinho não bebe
lá se vai a metade do salário
o recuperará em breve
Disse que o remédio é o mar
o porre passa com o tempo
foi ao Corcovado para pensar
e iniciou um bailado com o vento
Balas perdem-se nas curvas agudas
donas da areia provocam os rapazes
que assoviam de maneira absurda
imediatamente imploram para a patroa as pazes
O Rio de janeiro nasceu sorrindo
criados em um nobre ritual
mas no encerramento de domingo
o carioca se torna um mero mortal.
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