terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dia sete

Talvez a poesia seja minha dama
Ela não me exige nada
Ela não me exige gana

É a única que pra me amar
Não precisa de insistência
Ela me ama por suspiro
Me ama por consequência

Ela não pensa duas vezes no sentimento
Não rejeita o futuro do vento
Se faz residente da cina
Se torna um presente poema

E antes que acabe minha vida
Que resseque minha pena
Ela vai me querer por penumbra
Não vai me agredir num dilema

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