quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cala-se, canário.

À beira da ventana um canário
na ponta do quarto o solitário
buscando poetizar sobre amor
com seu lápis e o copo de licor

Papel sem sinais do grafite
inquieto carrega uma adaga
as bicadas na vidraça persistem
e outro maço de cigarro traga

Desespero domina o escritor
o incômodo ruído é trilha musical
leu mil meios de abater sem dor
com temor de ferir seu emocional

Cobiça a paz da quietude
suplica o segredo que silencia
o pássaro de trezentas virtudes
que na janela assobia.

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