Solta o riso que o impede
De sorrir
Solta o choro que o impede
De chorar
Eu piso no prego e furo meu pé
E vingo um altivo e bom palavrão
Eu perco um amor com um pé na bunda
E solto então mais um palavrão
Perdi uns amigos com essa mania
Ganhei uns também com alegoria
Alguns ainda insistem em fazer correção
Não dá, deixa quieto esse meu quinhão
Deixo sorrir o que me impede o riso
Deixo descer as lágrimas sem aviso
E xingo por isso e por outros motivos
E xingo por eles serem bem altivos
Para de ser assim tão pacato
É de chatear
Procura tentar algo mais despojado
Xingar não vai magoar
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