sábado, 20 de julho de 2013

Diário de um poeta bêbado (part.2)

E outra breja
sem motivo, festejo
espero a ordem de despejo
dívidas, dívidas, sertanejo

Marrone me entristece
não pela letra, mas pela voz
solidão trouxe-me a ressaca
lágrimas, lágrimas, cadeirada

Briga no bar
meu lado sóbrio se desespera
da minha mente nada se espera

Sangue desce feito cachoeira
sozinho, penso nas bebedeiras
me arrependo, caso queira saber

Pelo visto, a bebida não é a salvação
alcoólicos anônimos, mas só por precaução 
libertar-me desta prisão
e assim, busco minha redenção.

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