segunda-feira, 27 de maio de 2013

Um jazido sem algoz

Cianureto tomei sem medo
vi o fim por entre meus dedos
de longe tu, me sorria linda
adeus, adeus, minhas idas e vindas

agora jazido, olha onde estou
lindo o lugar, mas sinto uma falta
tão bela esta flor que arranco daqui
bem saudoso é o sol que enaltece a alma

vejo alguém vir será que me vê
tão bem consenti, que é alma daqui
Olá, bem como estás?

vim te buscar e dizer
teu tempo acabou, teu limbo cerrou
tu vais é pro céu, viver feito mel

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