E na manhã seguinte ao nosso impasse, em meio a saudade, eu me vi só.
Talvez é claro porque sem ti, sou só como um quebra-cabeça quebrado,
um copo de suco furado, um rio sem mar, algo sem pra que continuar.
Na tarde do mesmo dia, em meio a alegria, eu te vi chegar.
Ah, como foi doce a harmonia, aquele teu brilho, me insultou.
Tu me causa uns dons que só tu, chamo de felicidade, amor, quem sabe?
Mas é em ti que o cheiro de flor se passa e não se salva, se perde, e se exala.
Enquanto a noite se alinhava,
o pôr do sol ainda se via passar por dentre os fios de cabelo teu.
E no confim do nosso encontro a noite brilhou,
o céu se completou com estrelas,
de azul celeste a azul caneta,
e você ainda era minha gaveta,
dos sentidos,
dos meus cismos,
dos meus dengos.
Boa noite minha cena, meu poema, minha vida.
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