quarta-feira, 27 de março de 2013

O dia em ti

E na manhã seguinte ao nosso impasse, em meio a saudade, eu me vi só. 
Talvez é claro porque sem ti, sou só como um quebra-cabeça quebrado,
um copo de suco furado, um rio sem mar, algo sem pra que continuar. 

Na tarde do mesmo dia, em meio a alegria, eu te vi chegar. 
Ah, como foi doce a harmonia, aquele teu brilho, me insultou. 
Tu me causa uns dons que só tu, chamo de felicidade, amor, quem sabe? 
Mas é em ti que o cheiro de flor se passa e não se salva, se perde, e se exala. 

Enquanto a noite se alinhava, o pôr do sol ainda se via passar por dentre os fios de cabelo teu. 
E no confim do nosso encontro a noite brilhou, o céu se completou com estrelas, 
de azul celeste a azul caneta, e você ainda era minha gaveta, 
dos sentidos, 
dos meus cismos
dos meus dengos.

 Boa noite minha cena, meu poema, minha vida.

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