segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Devaneio nocivo

Era manhã, e olhando da cama, a janela parecia me sorrir.
Belo dia fazia, o sol brilhava feito os dias em que me senti bem, com a áuria que me fazia rir.
De repente veio a penumbra, insolente me tomou a atenção da luz, me tornou a caminhar em devaneios de baixo calão, pensamentos chulos e sem previsão.
Colocou-me em genérico, numa tristeza sem chão.
E a solidão?!
Passou a me acompanhar então.
Me virei e voltei a dormir, por que não? Ouvi o soar da voz doce, melodia frouxa, boba, tola e bela.
Arrepio do coração, batidas fortes, sentidas de longe. Virei-me e admirei, era você a silhueta que trazia a penumbra á minha cabeça.
Enfim notei, era coisa da minha inocência, você ali na janela a me sorrir, sendo que assim tão bela, nem tem olhares pra mim.



4 comentários:

  1. Huuuumm... Belo, magnifico. Ter esse talento de escrever tão belo como tu, poucos tem..
    Até a próxima.

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Obrigado pelo comentário e pela leitura, somos singelamente gratos!